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26/09/2019 17:20

PGE comemora Dia dos Surdos

Em evento realizado na manhã desta quinta-feira (26), no auditório Paulo Spínola, a Procuradoria Geral do Estado da Bahia comemorou o Dia Nacional dos Surdos. A data, celebrada em 26 de setembro, propõe uma reflexão a respeito dos direitos e da inclusão das pessoas surdas na sociedade e foi oficializada pelo decreto de lei nº 11.796, de 29 de outubro de 2008.

A PGE possui no seu corpo funcional, desde 2014, 10 colaboradores surdos e/ou deficientes auditivos e 01 intérprete de libras provenientes de um contrato  com a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos do Estado da Bahia. Os associados da APADA desenvolvem suas funções na Central de Digitalização e Cadastramento Eletrônico na Coordenação de Distribuição e Atendimento do órgão.

A entidade, que não possui fins lucrativos, desenvolve trabalhos voltados para o Programa de Educação, onde são atendidas crianças e jovens com deficiência auditiva, com acompanhamento psicossocial, psicopedagógico e encaminhamento fonoaudiológico. Na APADA é desenvolvido o Programa de Inclusão da Pessoa Surda no Mercado de Trabalho, onde os jovens são orientados, encaminhados e acompanhados em empresas parceiras, no Município e Região Metropolitana.

“A presença de vocês aqui na PGE é motivo de orgulho para todos nós. Vocês prestam um serviço, que é essencial para o órgão, com qualidade, responsabilidade e atenção. A Procuradoria hoje precisa muito do trabalho dos integrantes da APADA”, afirmou o Coordenador da Coordenação de Distribuição e Atendimento da PGE, Luís Otávio Rodrigues Lima Filho.

Também presente, o diretor geral da Procuradoria Geral do Estado, Cícero de Andrade Rocha Filho, afirmou que a parceria entre a PGE e a APADA é um case de sucesso e que tem dado bons resultados, a exemplo do contrato que a associação irá fechar com a Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia, que foi positivamente influenciada pela Procuradoria.
“Estamos muitos satisfeitos com o eficiente trabalho que vocês vêm desenvolvendo  e que tem gerado um resultado bastante efetivo. Nossa intenção é manter, ampliar e aprimorar cada vez mais esta parceria e influenciar outros órgãos”, declarou.

O evento

Os trabalhos da manhã foram abertos pela fundadora e presidente da Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos do Estado da Bahia, Marizandra Dantas Souza, que contou um pouco da história da APADA e da sua trajetória pessoal e profissional em prol da inclusão dos surdos na sociedade e, em especial, no mercado de trabalho.

“Meu objetivo com a criação da associação sempre foi capacitar os surdos e inseri-los no mercado de trabalho. Mostrar à sociedade baiana que vocês podem trabalhar, que são capazes, não são coitadinhos. Sempre acreditei na capacidade de vocês e continuo acreditando. Minha luta agora é para transformar um surdo em advogado e médico”, destacou.

“Espero que as empresas, daqui para frente, não contratem surdos apenas para cumprir a cota prevista em lei. Mas que tenham sensibilidade e empreguem vocês porque são capazes. É muito importante para os surdos, assim como para qualquer ser humano, estar inserido no mercado de trabalho. Isso traz dignidade e eleva a autoestima de vocês.
Continuem evoluindo, levando o nome da APADA e tenham emancipação, que é o mais importante”, refletiu a assistente social da APADA, Bárbara Cidineia da Luz Alves.

Inclusão

Convidada para falar sobre o tema ‘Passos para a inclusão da pessoa com deficiência auditiva e/ou surda – Convivendo com responsabilidade’, a pedagoga e especialista em educação de surdos, Jamara Dourado, falou sobre a criação da APADA e o seu papel na inclusão dos surdos na sociedade, destacando que a entidade possui uma história marcada por muitas lutas, mas também por muitas conquistas, principalmente na área de educação e no mercado de trabalho.

A pedagoga discorreu sobre os conceitos por detrás das terminologias associadas a comunidade dos surdos e explicou a diferença entre surdo para deficiente auditivo.  “Conversou em língua de sinais é surdo. Se ele for um surdo oralizado e que fala, é deficiente auditivo”, esclareceu lembrando que a língua é a base do desenvolvimento psíquico-social de qualquer ser humano.

Jamara Dourado ressaltou também a importância de utilizar a empatia para lidar com os surdos e/ou deficientes auditivos. “Vamos tratá-los da mesma maneira que gostaríamos de ser tratados: com respeito e cordialidade”, afirmou.

Ainda como parte da programação do evento, o colaborador da APADA Evandro dos Santos Bispo deu um depoimento sobre a sua trajetória de vida, desde o descobrimento da sua surdez até os dias de hoje, mencionando as dificuldade enfrentadas e a forma como lidou e lida com elas. Exemplo de superação, o convidado finalizou sua explanação como uma mensagem de estímulo aos colegas.“Não desistam. Lutem. Somos capazes”, refletiu.

O evento foi encerrado pelo  tradutor de libras da Faculdade da Cidade do Salvador e instrutor de libras na INFRAERO, SENAC-BA e APADA/BA, Ronaldo Freitas, que falou dos desafios da função. “Para ser um bom intérprete precisamos estar imerso nas duas línguas: a de libras e a portuguesa. Além disso, precisamos trabalhar sempre com muita ética, pois é uma relação baseada na segurança e confiança”, explicou.

Fonte: ASCOM/PGE

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