• Casa Nova
  • Prêmio Boas Práticas

Notícias

15/05/2019 14:10

Procuradores do Estado participam de evento sobre Políticas Públicas, Direito e Tecnologia

A procuradora geral adjunta, Luciane Rosa Croda, participou, na manhã de ontem (14), no auditório Paulo Spínola, da mesa de abertura do seminário ‘Políticas Públicas: Interlocução entre Direito e Tecnologia’.

Na ocasião, Luciane Croda falou sobre a importância e necessidade de se adequar aos avanços trazidos pelas novas tecnologias que, juntamente com o conhecimento, a comunicação e a educação são os marcos que irão conduzir a um futuro, que não é mais tão distante.  “Quando entrei na PGE ,há cerca de 22 anos, os computadores eram artigos de luxo na instituição. Hoje já temos sistemas, 02 robôs  e estamos caminhando para a construção da nossa inteligência artificial. A velocidade com que as coisas aconteceram nestes 20 anos assustam, mas nos dá esperança. Pois a tecnologia, junto com a comunicação e a educação, será o único caminho que nos levará para este futuro, que parece ficção científica, mas já é real”, afirmou.

Com o objetivo de debater, estimular reflexões e promover a troca de experiências sobre as novas práticas da advocacia pública na era digital, o seminário reuniu estudantes da área, advogados, procuradores, servidores da administração pública e demais interessados pela temática.

O evento, uma promoção da Associação de Procuradores do Estado da Bahia (APEB) com o apoio da Procuradoria Geral do Estado da Bahia e da Universidade Salvador (Unifacs), contou, ao longo do dia, com palestras de renomados profissionais nas áreas do Direito e Tecnologia.

Palestras


No turno vespertino, integrando o painel II, cujo tema central foi “Marcos legais do Direito Digital’, o procurador chefe do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento da PGE-BA, Ailton Cardozo da Silva Júnior, ministrou uma palestra sobre ‘Marco Legal da CTI’.

O procurador falou sobre o contexto e os problemas que levaram a reflexão sobre a criação de uma legislação que tratasse a relação da ciência e tecnologia no Brasil. “Como fazer inovação e interação diante de um cenário tão desestruturado, com tanto baixo incentivo, insegurança jurídica, subfinanciado e com um processo de cultura que não favorece as interações, patrimonialista, de departamentos, quando a inovação exige um inteligência coletiva, uma interação no território? Então estamos com este cenário histórico no Brasil e muitos desafios pela frente”, afirmou.

Também de acordo com Ailton Cardozo, é preciso pensar um novo paradigma da interação. “Vivemos uma ótica da desconfiança e em um ambiente de desconfiança não floresce a interação e onde não floresce interação, não floresce a inovação”.

O procurador chefe do CEA afirmou ainda que é preciso fomentar a inovação não somente nas empresas, mas também no setor público e que entende como o principal desafio colocado na norma mudar de uma cultura da competição e da desconfiança para uma cultura da colaboração, confiança e ambiente de negócio seguro.

Encerrando os trabalhos do dia, o procurador do Estado da Bahia Marco Aurélio de Castro Júnior ministrou palestra sobre inteligência artificial.

O procurador afirmou que o desenvolvimento tecnológico é exponencial e mais rápido que o desenvolvimento biológico. Explicou ainda que o conceito de inteligência é relacional e que a inteligência artificial pode superar a humana.

“ O que se vê hoje em dia são sistemas especialistas voltadas para determinada área, segmento, departamento. Sistemas que acessam uma base de dados e  aprendem coisas com um volume e rapidez que nós humanos não conseguimos. Entretanto, o universo de conhecimento dos bancos de dados não inclui todo tipo de conhecimento que existe no mundo”, esclareceu.

Marco Aurélio de Castro Júnior explicou ainda os sistemas hoje, acessando uma base de dados grande, podem aprender, inclusive com os próprios erros, porque eles têm a capacidade de testar um vastidão de opções que os humanos, ou não têm, ou não têm a capacidade de formalizar isso na mente.

Fonte: ASCOM/PGE

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.