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03/12/2018 10:13

Talk Show encerra programação do Novembro Negro da PGE

Um Talk Show sobre o tema ‘Combate ao Racismo Institucional’ encerrou, na tarde da última sexta-feira (30), a programação do Novembro Negro da Procuradoria Geral do Estado. A atividade contou com a participação da secretária de promoção da igualdade racial do Estado da Bahia, Fabya Reis, da procuradora geral adjunta, Luciane Rosa Croda, da psicanalista Dvani Zaize, do advogado criminalista e professor, Marinho Soares, e da jornalista Rita Batista.

O talk show integrou a agenda do Novembro Negro da PGE e, assim como as demais atividades desenvolvidas pelo órgão ao longo do mês, teve por objetivo demonstrar o comprometimento da instituição com a causa e promover uma conscientização de todo o corpo funcional da PGE sobre a importância e necessidade de se discutir e combater o racismo em todas as suas formas.

“Não podemos aceitar pequenas atitudes racistas. Nós, enquanto casa jurídica, temos sim que falar sobre o assunto, pois o racismo está tão impregnado que muitas vezes não percebemos quando estamos reproduzindo. Precisamos nos empoderar e ter orgulho de quem somos”, afirmou a procuradora adjunta, Luciane Croda.

A psicanalista Dvani Zaize , por sua vez, discorreu sobre força do teatro como potencializador da informação e sobre o fato de, em muitas situações, a prática racista ser reproduzida de forma inconsciente. “É necessário tratar o racismo primeiro de forma individual. Se cada um fizer a sua parte, olhar primeiro para si, fizer uma auto-reflexão, já será um grande ganho nesta luta de combate ao racismo”, declarou.

“É muito importante combater o racismo todos os dias, não só no mês de novembro. Temos que ser ativistas o tempo todo. Estarmos atentos. Não deixar passar”, refletiu a jornalista Rita Batista, que destacou também a importância de se combater o racismo também através das redes sociais.

Ao discorrer sobre como o racismo se operacionaliza e se expressa, Fabya Reis afirmou que a maior violência do racismo é desumanizar o negro. Transformá-los em coisa. “Por isso falta empatia. Porque os racistas acreditam que não estão diante de outro ser humano.”, refletiu a secretária que afirmou ainda que a naturalização do racismo passa pela construção da subjetividade de cada um.

“Não podemos naturalizar os absurdos. Não seremos um país grandioso enquanto houver discriminação racial. Para o racismo eu digo não!”, declarou Marinho Soares.

Outras atividades

O Novembro Negro na Procuradoria Geral do Estado foi realizado entre os dias 01 e 30 e contou com uma série de atividades voltadas para a discussão e combate ao racismo e garantia e ampliação dos direitos da população negra. Dentre as ações desenvolvidas merecem destaque, além do lançamento do selo de combate ao racismo institucional e o curso ‘Efetividade do princípio da Igualdade: compreendendo o Racismo Institucional’, as apresentações realizadas no dia 20.

O espetáculo ‘Na Rédea Curta’, apresentado pelos atores Sulivã Bispo e Thiago Almasy, trouxe o público para uma reflexão acerca de situações do dia a dia onde o racismo se encontra presente e, muitas vezes, passa despercebido.

Já a peça ‘Papo Pretinho Básico. Colocando o preto no branco sem mimimi’, interpretada pelos atores do grupo de teatro ProcuraTores com participação da psicanalista Dvani zaize, retratou situações nas quais o negro é visto de forma negativa, seja através de atitudes, falas ou expressões.

Fonte: ASCOM/PGE

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