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07/02/2018 15:10

Carnaval da Bahia é tema de talk show promovido pela PGE

Com o objetivo de promover um bate-papo sobre a atividade administrativa viabilizadora de uma das maiores festas de rua do mundo, o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento (CEA) da Procuradoria Geral do Estado realizou, na manhã desta quarta-feira (07), um talk show sobre a participação da PGE no carnaval da Bahia.

Abrindo os trabalhos, o procurador Carlos Augusto Ferreira Santos Ahringsmann falou sobre sua experiência junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, órgão que demanda um grande número de contratações no período do carnaval, e contou um pouco como é o trabalho em uma instituição com tantas especificidades. “Problemas novos surgem todos os anos, principalmente questões relacionadas às estruturas físicas montadas para este período, mas o fato de termos um diálogo tranqüilo e permanente com estes órgãos e estarmos sempre dispostos s buscar soluções facilita bastante o nosso trabalho”, declarou.

Também presente, a procuradora aposentada e coordenadora executiva da Coordenação de Promoção da Igualdade da Sepromi, Cléia Costa do Santos, falou sobre o Carnaval Ouro Negro, sua origem e modelagem jurídica. A servidora falou como surgiu a proposta e como ela vem sendo executada. “Não dá para discutir política pública sem ouvir quem precisa dela. O Direito tem de olhar o fato e ter uma solução adequada para ele. Essa é a lógica”, analisou.

Cléia Costa declarou ainda que o modelo do Carnaval Ouro Negro se cristalizou e que é preciso sair do atual formato através da renovação de idéias.

Quem também compartilhou deste pensamento foi o convidado Nadinho do Congo. “O Ouro Negro, nestes 10 anos de caminhada, melhorou, mas precisa ser revisto. A PGE e demais instituições envolvidas devem olhar clinicamente para o carnaval, pois é uma festa que gera muitos empregos. Rediscutir o formato e a modelagem jurídica, pois é uma responsabilidade muito grande tratar da cultura de um Estado como a Bahia”, refletiu.

O presidente da entidade Filhos do Congo afirmou ainda que a cultura de matriz africana precisa ser preservada e para isso é preciso conhecê-la a fundo. “Necessitamos de envolvimento dos órgãos de Estado. A discussão é importante para avançarmos”, finalizou.

Apresentando a visão de um gestor, o professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia (EAUFBA), Ernani Coelho Neto, que já atuou na coordenação do carnaval através da Secretara de Cultura, afirmou que a implementação do carnaval Ouro Negro foi um grande desafio, pois exigiu não só uma construção gerencial e jurídica, mas de mentalidade. “Sem o apoio jurídico da PGE e a grande vontade de mudar não teríamos conseguido. A parceria da Procuradoria foi fundamental, pois nos deu segurança para dar qualquer passo”, pontuou.

O docente afirmou ainda que fazer fomento cultural no Estado Democrático de Direito é uma tarefa muito difícil, um grande desafio, por se tratar de um ambiente de muita militância e composto por entidades aguerridas.

“Em se tratando de cultura, o Estado não é o executor, o gerador de conteúdo e de criatividade. Cabe a ele apenas dar as condições ideiais para que a cultura possa se desenvolver”.

O evento foi transmitido em tempo real através da Escola Virtual da PGE e retransmitido à tarde, das 14 às 16h. A atividade integra o programa de Formação e Aperfeiçoamento Continuado (PFAC) do CEA e o Plano de Formação dos Estágios de Graduação e Pós-graduação em Direito (PFOED) da PGE.

Fonte: ASCOM/PGE

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